terça-feira, 1 de janeiro de 2013

museu aldeia ou a aldeia no museu

Por Áurea Pinheiro



a cozinha

"[...] a aldeia parece uma festa, no colorido, na graça, no riso, na invenção que nasce das mãos desse homem modesto e simples [José Franco] que, no entanto, é ao mesmo tempo sábio de profundo conhecimento e traz no coração e nos dedos o dom da criação. Nasceu para criar beleza, para dar de si aos demais, para tornar mais rico o patrimônio do povo português com suas imagens, suas figuras de barro, seus vasos utilitários, seus bois de longos cornos, seus porcos e galos feitos de terra e de lirismo. Parece uma festa, a aldeia [...] (Jorge Amado)


Entre Mafra e Ericeira, em Portugal, encontra-se a "Aldeia Típica José Franco", um artesão de primeira linha que habitou essas plagas e deixou um legado singular - a arte da cerâmica  e um espaço-museu, com o que há de melhor e mais agradável em uma aldeia típica do mundo português. 


a alfaiataria


O lugar é encantador. Tem-se acesso às vivências quotidianas de pessoas simples que viviam e vivem na zona que margeia o espaço urbano das cidades; se conhece um pouco da vida dos saloios: 


a capela


a capeta, a azenda e o moinho em funcionamento, as aldeias em miniatura, as lojas de artes e ofícios tradicionais, o arranjo das casas e das ruelas fazem com que cada um que visite aquele lugar se sinta em um mundo marcado por características e experiências únicas - cheiros, sabores, fazeres, saberes.


a cozinha

Gerações diversas se encontram naquele lugar, praticado por pais, filhos, avós...as crianças se divertem nos parques temáticos, os pais e os avós contam aos filhos e aos netos histórias de outros tempos que estão ali representadas. 


a mercearia


Apreciam-se aspectos e sabores saloios, o pão quentinho, feito ali mesmo na padaria, o pão de chouriço, apreciado por todos que ali acorrem, saboreia-se um bom bacalhau ou um cozido à portuguesa com um bom vinho da região, não faltam, quentinhos, feitos na hora, os filhós e demais doces do lugar. 



a aldeia em miniatura


Na loja, os mais diversos artigos de decoração em cerâmica com inspiração naquelas feitas pelo mestre José Franco.  



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

museu de arte popular Lisboa, Portugal



O Museu de Arte Popular [MAP] é instituição portuguesa que ocupa um lugar emblemático como testemunho da História e da Memória da Cultura de Portugal, da Europa. 

"Apresenta um discurso expositivo muito próprio, do qual se destaca o design modernista, as soluções cenográficas, o diverso mobiliário expositivo e a decoração mural, em todas as suas salas".

conheça o museu clique aqui

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

patrimônio e filme documentário

gravações do documentário etnográfico As Escravas da Mãe de Deus



caso você seja uma dessas pessoas que gosta de assistir filmes e até já pensou em ser um realizador, usar o cinema como forma de traduzir uma experiência de pesquisa ou mesmo um olhar sensível sobre o mundo, o cotidiano, que está bem perto de você... 

coloque a mão na massa!, ou melhor, use a imaginação, a criatividade e clique aqui para obter auxílio e orientações 

sábado, 8 de dezembro de 2012

cinema e patrimônio cultural



procissão nossa senhora da piedade, igarapé do lago, amapá, brasil, foto cássia moura


Por Áurea Pinheiro


A Revista do Cinema Brasileiro, apresentação de Maria Luisa Mendonça,  é uma 
co-produção da TV Brasil e Maltbergum, é um programa que tem se revelado um dos fortes instrumentos comunicacionais para sensibilização e divulgação do rico e complexo patrimônio cultural brasileiro.

O fio condutor dos programas está centrado em entrevistas, depoimentos, testemunhos de pessoas emblemáticas do cinema brasileiro, que apresentam reflexões|memórias de conjunturas e cenários sócio-políticos de uma cultura, cuja riqueza se revela no seu hibridismo cultural (BURKE,Peter)

Destaco dois programas que trazem questões significativas, recorrentes no mundo contemporâneo e que considero importantes para discussões com alunos e professores, nos mais diversos níveis de ensino, por apontarem temáticas que fazem parte da história e memória, do patrimônio cultural brasileiro e dos diálogos interculturais.

Tratam-se dos Programas sobre CINEMA NEGRO e FOLCLORE, que destacam o cinema como uma possibilidade de expressão e registro da oralidade e dos gestos, de situações cotidianas não reveladas ou traduzidas pela escrita. Os Programas apresentam a contribuição do filme para o registro de elementos, variantes culturais, uma possibilidade para que a oralidade, marca identitária de algumas culturas, seja registrada, culturas que ainda continuam forjadas na tradição, na transmissão oral de saberes-fazeres, de modos de ser e estar no mundo.

No caso específico do Programa sobre o Cinema Negro, personagens expressivos da cinematografia negra, como Zózimo Bulbul – roteirista do filme Abolição,  e Coordenador do CentroAfro Carioca de Cinema, estão em destaque por terem um papel sigunifcativo na valorização dos negros na sociedade, por expressarem uma rejeição aos estereotipos do negro como escravo, malandro, preguiçoso, por apresentarem uma imagem positiva dos afro-descendentes brasileiros; dentre os ativistas cita-se ainda Solano Trindade (Recife),  defensor da cultura negra, poeta da resistencia negra.

São apresentadas várias indicações de filmes, dentre eles: O vento forte do levante, Orfeu Negro, Barravento, de Glauber Rocha, BH Soul, Ganga Zumba, de Caca Diegues; Rio 40 graus  de Nelson Pereira dos Santos; Filhas do vento, bem como os sites: cultne  e do museu África-Brasil.

Outro Programa da Revista de Cinema que destaco é aquele que abordou temáticas ligadas ao Folclore, às “[…] tradições que expressam a identidade cultural […] a cultura brasileira e suas festas populares. Mitos, lendas, provérbios, crendices, festas, músicas, danças, comidas, literatura, várias são as maneiras de expressar o folclore de uma região…” mostradas através do cinema.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

conferência patrimônios, artes e museus


conversa com e de pescador...foto cássia moura, pedra do sal, praia do litoral meio norte do brasil, 2012


No próximo dia 06 de Dezembro|2102, como parte das atividades acadêmicas do Doutorado em Belas Artes, Universidade de Lisboa, farei (Áurea Pinheiro) a conferência patrimônios, artes e museus. 

O que pretendo é abordar a temática do patrimônio cultural e suas interfaces com as artes e os museus; a ênfase do diálogo com o público centrar-se-á nos aspectos materiais e simbólicos, nas práticas e valores artísticos e sensíveis. 

Sabe-se que os valores dos patrimônios, das artes e dos museus não estão em si mesmos, mas nas relações estabelecidas pelas|e com as pessoas|comunidades [criadores|públicos] em tempos e espaços dados, logo, é preciso considerar os indivíduos|as comunidades que ocupavam, habitam, vivem ou simplesmente se apropriam de determinado território; ter em conta estratégias|táticas de usos e consumos dos patrimônios, das artes e dos museus; 

Defendo que as pessoas|as comunidades produzem relações múltiplas com os espaços, com os tempos, logo abordarei as relações íntimas e sensíveis entre patrimônios, artes, museus, tempos e espaços, tomarei como referência o cotidiano veloz das cidades e lento|longa duração das comunidades autóctones|tradicionais, territórios e pessoas que vivem tempos diversos, renegados, reprimidos, esquecidos, que passam lenta ou velozmente, mas sempre abertos e sensíveis

Diante desses mundos, vivências e tempos...o que preservar, conservar, musealizar, reconstruir? 

Estamos entre o esquecimento e a memória...mas lembrar e esquecer não são faces de uma mesma moeda? O tempo é denso, visível, sensível, pois os sofrimentos e as desilusões podem ser vistas através de restos e marcas de diferentes tempos...espaços 


TEXTO DE REFERÊNCIA para ler em formato PDF clique aqui

domingo, 2 de dezembro de 2012

Patrimônio oral, fluvial e marítimo


"A jangada, a mais original embarcação traditional brasileira, tornou-se um ícone do litoral nordestino.

Hoje, sua imagem ilustra también artigos sobre turismo e peças publicitárias de empreendimentos imobiliários localizados nas praias exuberantes dequela região".

Fonte Unesco

sábado, 24 de novembro de 2012

Lançamento do Livro "A Sinhazinha Emancipada"





No próximo dia 06 de Dezembro de 2012, quinta-feira, às 17h, no IHGB, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, será lançado o livro Sinhazinha Emancipada. Eufrásia Teixeira Leite (1850-1930). A paixão e os negócios na vida de uma ousada mulher do século XIX, de autoria de Miridan Britto Falci e Hildete Pereira de Melo

A obra é publicada com o selo da Editora Vieira & Lent do IHGB