quinta-feira, 29 de março de 2012

IV Encontro Estadual de História - INSCRIÇÕES ABERTAS




Seguem abertas, até o dia 10 de abril, as inscrições para proposição de simpósio temático e minicurso no IV Encontro de História da Anpuh Piauí, que ocorrerá entre os dias 02 a 04 de maio na UFPI Campus Teresina, Piauí

Nesta edição, o tema de nossas reflexões e discussões estarão voltadas para as interfaces entre educação histórica e patrimônio cultural, para as conexões entre história e vida quotidiana, para a consciência histórica. A pergunta que nos motiva: para que serve a história? Acreditamos que serve para a vida.

Confiram o site do evento

terça-feira, 20 de março de 2012

Seminário Histórias: a arte de fazer

Da esquerda para direita Teresinha Queiroz, Áurea Pinheiro, Edwar Castelo Branco

Histórias de vario feitio e circunstância marcam o encontro de históriadores com a comunidade acadêmica do Centro de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal do Piauí. O evento ocorre ao longo da semana de 19 a 23 de Março, como parte das atividades de interação e diálogo entre jovens pesquisadores da graduação e pós-graduação. 

A iniciativa do Seminário é do Grupo de Pesquisa Memória, Ensino e Patrimônio Cultural, Coordenação do Programa de Pós-Graduação em História e Associação Nacional de História - Seção Piauí.


Abertura do Seminário no Auditório Noé Mendes, no CCHL/UFPI

Uma das temáticas recorrentes na sessão de abertura foi a relação entre História e Cinema Documentário, sobretudo, o Cinema Documentário Etnográfico Brasileiro. Discutimos questões como o lugar social e de ofício do historiador na análise, concepção e realização dessa natureza de fonte.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Qual o lugar social dos historiadores...

À luz do debate que sacode o campo de história estadunidense sobre a função social dos historiadores, Keila Grinberg contrapõe, em sua coluna de março da revista Ciência Hoje, as expectativas do graduando em história no Brasil e a realidade que ele encontra depois de formado. A reflexão sugere um novo direcionamento profissional nos cursos de pós-graduação na área.

Pergunte a qualquer estudante de pós-graduação em história no Brasil o que ele quer ser quando defender, e a resposta vai ser quase sempre a mesma: professor universitário. Nos Estados Unidos também é assim. Mas a realidade dos doutores recém-formados tem sido bem diferente da expectativa. Com a crise econômica, a maioria, quando acha emprego, acaba trabalhando em museus, escolas e outros lugares tidos como de menor prestígio.
A redução de vagas no mercado de trabalho universitário para a área de humanidades – o que, aliás, acontece nos Estados Unidos desde a década de 1970 – é a provável razão por trás da grande discussão sobre os programas de pós-graduação em história e a função social dos historiadores que está sacudindo o campo desde outubro do ano passado naquele país. Ainda que a motivação seja mesmo esta, ela está vindo para o bem.

Em outubro de 2011, Anthony Grafton, presidente da Associação Americana de História, e Jim Grossman, diretor-executivo da entidade, escreveram o artigo "No more plan B" (Não mais plano B, em tradução livre), defendendo que as chamadas carreiras alternativas, principalmente no campo do ensino e da história pública, não deveriam ser mais o plano B dos recém-doutores na área de história, mas sim o caminho principal. E isto não apenas porque falta vaga no mercado, mas porque os historiadores devem rever a sua relação com a sociedade, deixando de ver a si mesmos apenas como profissionais que pesquisam e ensinam dentro da universidade.

O artigo caiu como uma bomba no meio acadêmico. Houve quem criticasse, dizendo que Grafton só defendia essas ideias por ser, ele próprio, professor de Princeton, uma das universidades de pesquisa mais prestigiadas dos Estados Unidos. Mas prefiro entrar na fila dos que aplaudiram, como Claire Potter e Thomas Bender, ambos professores da Universidade de Nova Iorque.

De maneiras diferentes, os dois defendem uma mudança radical no ensino universitário de história: Bender, para recuperar o comprometimento dos intelectuais com a vida pública que marcou a formação universitária na área de humanidades no século 19; e Potter, para defender que o trabalho do historiador no século 21 deve ser feito em conjunto e acessível ao grande público, um modelo radicalmente diferente daquele do pesquisador solitário, em vigor no século passado, que escreve somente para seus pares.

Segundo Potter, os historiadores, para dar conta das novas tecnologias, das variadas formas de divulgação dos resultados de suas pesquisas, e para estar em dia com a produção acadêmica internacional, deve trabalhar em conjunto com outros historiadores. E isto vale também para o ensino e para um diálogo mais igualitário e engajado com o público (que, nas universidades do Brasil, poderíamos chamar de extensão).

Nisto não há muita novidade, a não ser a constatação, comum a ambos, de que o ensino universitário de história está muito longe de prover as competências necessárias para que os recém-formados possam se adequar aos novos tempos do mundo real. As disciplinas existentes na maioria dos cursos de pós-graduação em história são orientadas tão somente para a especialização excessiva e para a pesquisa individual.

Perda total
No Brasil, estamos no mesmo barco. A diferença é que a Associação Americana de História acabou de se engajar em um grande projeto de reflexão sobre a profissão, que, nos próximos três anos, vai estudar e discutir os currículos de várias universidades dos Estados Unidos.

Enquanto isso, aqui, são pouquíssimos os cursos de graduação em história que têm disciplinas como "Patrimônio" ou "Relações internacionais" em seus currículos. Candidatos a historiadores pouco estagiam em museus ou em centros culturais. Mesmo a área de ensino de história na educação básica é frequentemente neglicenciada. O resultado disso é que a maioria dos graduados na área foge das salas de aula dos ensinos fundamental e médio e nenhum curso de pós-graduação se dedica a formar professores para a educação básica.

Dos 63 cursos de mestrado e doutorado existentes na área de história no início de 2012 no Brasil, apenas dois são mestrados profissionais, um dos quais especializado em bens culturais e projetos sociais. Nenhum é devotado ao ensino de história.

Para se ter uma ideia do contraste com outras áreas, existem hoje 72 cursos de pós-graduação no Brasil dedicados exclusivamente ao ensino de ciências – física, química, biologia, ciências da terra – e matemática, entre mestrado profissional (39), mestrado acadêmico e doutorado.

Da mesma maneira, a produção acadêmica resultante de trabalhos realizados em conjunto é frequentemente desvalorizada. Por decisão dos próprios historiadores, os livros didáticos – realizados necessariamente em equipe – não são considerados pela Capes como produção intelectual qualificada, item de fundamental importância na avaliação dos programas de pós-graduação.

O mesmo vale para textos escritos em parceria, principalmente se a coautoria for entre aluno e professor – há quem desconfie que ou o professor se aproveita do trabalho do aluno ou o aluno se aproveita do prestígio do professor para publicar – e para o conhecimento divulgado em outros meios que não a palavra escrita, como filmes e sites.

A flagrante competição entre os programas de pós-graduação – têm mais recursos e bolsas de estudos aqueles cujos professores têm produção acadêmica considerada mais qualificada – completa o quadro.

Daí não ser de espantar que a maioria dos pesquisadores da área de história só se dedique a escrever livros, artigos e capítulos para serem lidos por seus pares; que suas aulas sigam esse mesmo padrão; e que seus alunos tenham no horizonte apenas a restrita carreira acadêmica.

Seguindo esse padrão, perdemos todos: pesquisadores, professores e alunos; Perdem os programas de pós-graduação, viciados em produzir apenas o que é bem pontuado na avaliação da Capes; perdem os alunos universitários, que têm uma formação voltada para um trabalho que dificilmente exercerão e que deixam de ser qualificados em competências que fatalmente deverão desenvolver.

E perde o público, ávido por ler bons livros, ver bons filmes, frequentar bons museus e navegar em bons sites de história.

Fonte:
Keila Grinberg
Departamento de História
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Pós-doutoramento na Universidade de Michigan (bolsista da Capes)
Revista Ciência Hoje

domingo, 18 de março de 2012

Seminário Histórias: a arte de fazer


De 19 a 23 de Março de 2012, no CCHL/UFPI 
Local de inscrição: Coordenação do Mestrado em História – CCHL
Público Alvo: alunos e professores da Graduação e Pós-Graduação
Certificação de 30h/a [primeira e segunda edições]
Primeira edição 20h/a
Inscrições abertas [não há taxas]/vagas limitadas


Realização
Grupo de Pesquisa “Memória, Ensino e Patrimônio Cultural”/CNPq
Programa de Pós-Graduação em História
Associação Nacional de História /Seção Piauí

Programação
19.03.12 [segunda-feira]
15h às 19h – Mesa Temática “Histórias a arte de fazer”
Dra. Áurea Pinheiro – UFPI
Dr . Edwar de Alencar Castelo Branco – UFPI
Dra. Teresinha Queiroz – UFPI
Local: Auditório Noé Mendes – CCHL

20.02.12 [terça-feira]
15h às 19h – Palestra “Metodologias Qualitativas”
Dr. Estélio Gomberg – Pesquisador PNPD/ Pós-Doutoramento / UFPI
Local: Sala Newton Lopes - CCHL – UFPI

21.03.12 [quarta-feira]
15h às 19h


Palestra "Historiografia da morte no Brasil: trajetórias, caminhos e desafios".
Dra. Claudia Rodrigues – UNIRIO
Local: Auditório Noé Mendes – CCHL

22.03.12 [quinta-feira]
15h às 19h – Defesa Pública Dissertação
Autora Nercinda Pessoa
Orientadora Dra. Teresinha Queiroz
Local: Auditório Noé Mendes – CCHL

23.03.12 [sexta-feira]
08 às 12h – Defesa Pública Dissertação Mestrado
Autor João Paulo Peixoto
Orientadora Dra. Juliana Aragão
Local: Sala Newton Lopes - CCHL – UFPI

15h às 19h – Palestra
Antropologia Histórica
Dr. John Monteiro – UNICAMP 
Local: Sala Newton Lopes - CCHL – UFPI

Fórum de Licenciaturas: desafios e perspectivas na formação docente

Reunião PIBIB com os coordenadores de área


A Universidade Federal do Piauí [UFPI], através da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação [PREG], realizará de 19 à 21 de março de 2012, no Cine Teatro da Universidade, Campus Ministro Petrônio Portela Nunes, o I Fórum de Licenciaturas: desafios e perspectivas na formação docente. 

A proposta é socializar a epistemologia referente à formação inicial de professores, bem como o fomento de uma ampla reflexão e problematização da iniciação à docência no processo de formação de futuros docentes.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Diários Gráficos





Os Diários Gráficos nos permitem uma observação atenta e sensível do cotidiano. 

Pessoais, servem como instrumento de registro sistemático, escrito e visual, em caderno portátil.

São utilizados por várias áreas do conhecimento para registrar, de forma densa, leituras, representações, impressões, observações sensíveis do cotidiano de uma investigação, de uma viagem, de uma experiência de vida.

Podem ser utilizados como instrumento didático por professores dos mais diversos níveis de ensino. Os Diários Gráficos devem ter formato fácil de transportar e ter registros gráficos, que podem ou não estar associados a textos escritos convencionais.

Os Diários Gráficos estimulam a criatividade, a inventividade, a observação sensivel do mundo onde se vive. Permitem a construção de uma narrativa gráfica pessoal, uma espécie de diário ou caderno de campo. 

É fundamental que seja fácil de manusear, de carregar consigo, de forma que permita registrar, no presente, aspectos de uma pesquisa, de uma vivência, de uma experiência no e do mundo em que se está imerso

São diários de ideias, espaços de liberdade, que permitem experimentar e exercitar a criatividade, o prazer do registro criterioso, com alguma disciplina, que assegure a consistência das notas gráficas.

Os Diários Gráficos materializam um olhar sensível daquele que coleciona memórias, textos, imagens, temporalidades, espaços. 

Permitem o encontro com a arte de narrar, com o não-planejado, com o inusitado, com a possibilidade de utilizar materiais e ferramentas que, no momento presente da narrativa, encontramos e decidimos sobre a sua utilização.

Na criação dos Diários Gráficos estão presentes táticas intuitivas e racionais, onde se transita do caos à narrativa sensível de uma experiência.

sexta-feira, 9 de março de 2012

IV Encontro Estadual de História - INSCRIÇÕES ABERTAS


O IV Encontro Estadual de História ANPUH, Seção Piauí, tem como temática "Consciência Histórica e Patrimônio Cultural"; ocorrerá entre os dias 02 a 04 de Maio, no Centro de Ciências Humanas da Universidade Federal do Piauí - UFPI.
 
Inscrições abertas no site

http://www.encontro2012.pi.anpuh.org/