O Vale do Côa
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Remontando ao Paleolítico Superior, estes "painéis" ao ar livre e os “habitat” identificados, são testemunhos do povoamento, de uma vitalidade e de uma mestria de concepção e traços que trouxeram até nós 25.000 anos de tempo. Esta longa galeria de arte dá-nos registos do período Neolítico e da Idade do Ferro, transpondo depois de um só fôlego dois mil anos de História para firmar na Época Moderna representações religiosas, nomes e datas até há poucas dezenas de anos.
Os últimos dezassete quilómetros do rio Côa, com centenas de gravuras do Paleolítico nas suas margens e que se estendem até ao Douro, viriam a pertencer ao primeiro parque arqueológico português, incluídas desde 2 de Dezembro de 1998 na lista dos monumentos que a UNESCO considera Património da Humanidade.
Na região podem ainda ser visitadas quintas produtoras dos vinhos do Douro e Porto que os comercializam e, em pleno Parque Arqueológico, a Quinta da Ervamoira recebe visitantes e integra o Museu da Quinta, que retrata a região, aspectos ambientais e ocupação humana, com particular destaque para a produção do vinho e da vinha, uma das riquezas desta região de Portugal.
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| parque arqueológico foz do côa. foto áurea pinheiro |
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Nas montanhas do nordeste de Portugal, região de extensos olivais, onde no início da primavera (Fevereiro e Março) florescem amendoeiras e no outono (Setembro e Outubro)
as vinhas se cobrem de folhas cor de fogo, corre para o rio Douro, um
afluente cujo nome se tornou universal: é o Côa, que encerra ao longo do
vale um expressivo ciclo artístico. Milénio após milénio, as rochas de
xisto que delimitam o seu leito foram-se convertendo em painéis de arte,
com milhares de gravuras legadas pelo impulso criador dos nossos
antepassados.
Remontando ao Paleolítico Superior, estes "painéis" ao ar livre e os “habitat” identificados, são testemunhos do povoamento, de uma vitalidade e de uma mestria de concepção e traços que trouxeram até nós 25.000 anos de tempo. Esta longa galeria de arte dá-nos registos do período Neolítico e da Idade do Ferro, transpondo depois de um só fôlego dois mil anos de História para firmar na Época Moderna representações religiosas, nomes e datas até há poucas dezenas de anos.
| parque arqueológico foz do côa. foto áurea pinheiro |
Os
motivos, na sua quase totalidade gravados, apresentam temáticas,
técnicas e convencionalismos comuns às obras contemporâneas da Europa
Ocidental que o séc. XIX haveria de descobrir em ambientes fechados nas
grutas franco-cantábricas e a viragem do século viria a apelidar de grande arte.
É no séc. XX que a arte do Côa surge ao ar livre, onde um jogo diário e
sazonal de claridade e sombras a expõe e esconde numa fantástica
sequência de revelação e ocultamento.
Os últimos dezassete quilómetros do rio Côa, com centenas de gravuras do Paleolítico nas suas margens e que se estendem até ao Douro, viriam a pertencer ao primeiro parque arqueológico português, incluídas desde 2 de Dezembro de 1998 na lista dos monumentos que a UNESCO considera Património da Humanidade.
Todo
este magnífico conjunto ao ar livre, que põe de parte o velho mito da
arte rupestre encerrada em cavernas, pode ser apreciado na exposição do
Museu, através de originais de arte móvel, réplicas de “painéis” e
informação interactiva que utiliza as modernas tecnologias digitais e
também em visitas organizadas ao vale com guias especializados (mediante
reserva).
Na região podem ainda ser visitadas quintas produtoras dos vinhos do Douro e Porto que os comercializam e, em pleno Parque Arqueológico, a Quinta da Ervamoira recebe visitantes e integra o Museu da Quinta, que retrata a região, aspectos ambientais e ocupação humana, com particular destaque para a produção do vinho e da vinha, uma das riquezas desta região de Portugal.
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