sábado, 7 de julho de 2012

convidados congresso internacional de história e patrimônio cultural




um dos convidados/palestrante da 3a edição do congresso internacional de história e patrimônio cultural é Luís Phelipe Andrès

texto/fonte http://www.guesaerrante.com.br/2007/9/19/Pagina932.htm

Luís Phelipe Andrès é "[...] mineiro de Juiz de Fora, pai de dois filhos Luiz Francisco (27 anos) e Christiana (12 anos), Luiz Phelipe Andrès desde 1977 adotou São Luís do Maranhão para viver e cuja história tem ajudado a preservar. Até os 19, viveu em Minas, onde concluiu o secundário e tirou o brevet de piloto de aviões, pela escola do Aeroclube do Brasil. Em seguida, foi morar no Rio de Janeiro, abandonou a carreira de aviação, foi estudar engenharia civil na UFRJ. E, ao mesmo tempo, Artes Plásticas com Ivan Serpa, no Centro de Pesquisa de Arte.

Ilustrador de livros de ciências para a Companhia Editora Nacional, em 1977 trocava o Rio pelo Maranhão, porto definitivo e lugar onde finalmente encontrou seu destino profissional.

Assim que chegou ao Maranhão, iniciou as pesquisas de campo sobre as embarcações locais. Aí foram-se encadeando as pesquisas para edição do livro Monumentos Históricos do Maranhão (1979), o primeiro inventário dos principais monumentos arquitetônicos e da arte sacra de São Luís, Alcântara e Rosário.

Na seqüência, ainda em 1979, integrou o Grupo de Trabalho para a criação do Plano de Recuperação do Centro Histórico de São Luís e, posteriormente, a coordenação do Programa de Preservação que nasceu como “Projeto Praia Grande”, depois “Projeto Reviver”, e finalmente “Prodetur”, mas que tinha um único fio condutor, o “Programa de Preservação e Revitalização do Centro Histórico de São Luís.

Em 1986, aprovou, na Finep, o projeto “Embarcações do Maranhão” e liderou uma equipe de 22 profissionais que por dois anos viajou por todo o litoral maranhense bem como pelas margens de rios e lagos navegáveis para realizar o primeiro levantamento das técnicas tradicionais populares de construção de embarcações artesanais do país. Em 1989 tornou-se membro do Conselho Estadual de Cultura do Maranhão.

Entre 1990 (quando fez estágio no Centre d´Etudes Superièures d´Histoire et Conservation des Monuments Anciens, em Paris) e 1992, foi Coordenador do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão. No ano seguinte e até dezembro de 1994 Secretário de Estado da Cultura.. De 1995 a 2004 foi Coordenador geral da Unidade Executora do Prodetur que realizou as obras de infra-estrutura do centro histórico no trecho que vai desde a Avenida Pedro II até o Portinho do Desterro e promoveu a recuperação de dezenas de sobrados antes arruinados e que foram transformados em escolas, centros culturais e habitações.

Em 1996, estava à frente da equipe que produziu o relatório técnico São Luís - Patrimônio Mundial para apresentação do dossiê à Unesco, e recebia do Ministério da Cultura-IPHAN, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, na categoria Inventário de Acervos e Pesquisas, por “Embarcações do Maranhão”. 

Em 6 de dezembro de 1997, o dossiê sobre São Luís foi aprovado, em plenário, na reunião do Comitê do Patrimônio Mundial e o Centro Histórico de São Luís, e foi inscrito na lista dos Bens Culturais Patrimônio da Humanidade. De 1997 a 2005 envidou esforços para a implementação do Projeto Estaleiro-Escola no Sítio Tamancão, forma efetiva de valorizar a profissão e dar aos velhos mestres a oportunidade de transmissão de seus conhecimentos às futuras gerações, em condições dignas de trabalho.

Autor de vários livros, artigos e trabalhos publicados sobre o patrimônio cultural maranhense, Luiz Phelipe foi agraciado com o Diploma de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados ao Maranhão no Setor de Preservação do Patrimônio Cultural, concedido em 8 de setembro de 1989, pela Fundação Instituto Bandeira Tribuzi.

Recebeu o Grau de oficial da Ordem dos Timbiras, outorgado pelo Governador do Estado do Maranhão e Grão-Mestre da mesma Ordem em 03 de março de 1990; o Título de Cidadão Maranhense concedido pela Assembléia Legislativa do Maranhão, em janeiro de 1989, pelos relevantes serviços prestados à Cultura; Medalha La Ravardière, outorgada pelo Prefeito da cidade de São Luís, em 8 de setembro de 1992. Por fim, Luiz Phelipe foi admitido na Ordem do Mérito Cultura, na classe de comendador, em novembro de 2006, pelas relevantes contribuições à cultura brasileira, tendo recebido seu diploma das mãos do Presidente Lula e do ministro da Cultura, Gilberto Gil, e ao lado de Dona Tetê do Cacuriá, que também foi contemplada na ocasião.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

COMUNICAÇÕES ACEITAS APRESENTAÇÃO NO CONGRESSO

Divulgamos o resultado da avaliação dos textos enviados para apresentação no Congresso Internacional de História e Patrimônio Cultural

Os textos serão apresentados na modalidade comunicações coordenadas e publicados nos Anais do Congresso.

CONFIRAM

sexta-feira, 29 de junho de 2012

CHAMADA DE TRABALHOS

 pescador tece a sua rede, delta do Parnaíba, foto cássia moura


Amanhã, dia 30 de Junho, é o último dia para envio dos textos completos para apresentação no congresso internacional de história e patrimônio cultural, que ocorrerá entre os dias 20 a 22 de agosto de 2012, no complexo cultural Porto das Barcas, Parnaíba, Piauí, Brasil

para maiores informações clique aqui

terça-feira, 26 de junho de 2012

congresso internacional história e patrimônio cultural será realizado na cidade de Parnaíba

Porto das Barcas, Parnaíba, Piauí


Em 2010, organizamos com a equipe do Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Superintendência do Piauí, naquele momento, a obra Cadernos do Patrimônio Cultural do Piauí. 


porto das barcas, sombras de carnaúbas


Na obra, um dos textos é de Dalmo Vieira, que nos auxilia a entender "Os sentidos do tombamento", o autor se refere ao tombamento de exemplares da arquitetura parnaibana.

Por Dalmo Vieira Filho [na época da escrita deste texto Diretor do DEPAM/Iphan]

À primeira vista, parece que o tombamento da cidade de Parnaíba, Piauí, é um tributo ao ilustre passado da urbe ou uma referência aos edifícios antigos que referenciam a história e a memória do desenvolvimento urbano do município. 


porto das barcas, a associação comercial tem sede no complexo cultural



Essas afirmações são verdadeiras, no entanto, o mais importante é que o tombamento vai muito além do tributo ao passado: ele reconhece e protege um dos maiores trunfos que a cidade de Parnaíba tem para o seu desenvolvimento e para o seu futuro.

Para muitos, pode soar paradoxal, mas a preservação do patrimônio é um dos pressupostos do urbanismo contemporâneo. A humanidade sempre perseguiu, desde os primórdios da história, o sonho da cidade ideal. Uma das últimas vezes que essa aspiração foi buscada em verdadeira grandeza, em todo o mundo, foi com a inspirada construção de Brasília. Levados pela generosidade de propósitos, os modernistas acreditaram que a cidade racionalizada, dividida em funções, com larga estrutura de circulação de veículos e imersa em jardins, responderia aos anseios de urbanidade do homem do século XX – dominado pelas utopias da modernização e da modernidade; o Brasil edificava sua nova capital em pleno planalto central do País, momento histórico em que as ruínas da segunda grande guerra levavam muitos países ao dilema de como reconstruir as cidades arruinadas pelo conflito. 

lojas de artesanato, lanchonetes, bares, cafés, sorveterias compoem o complexo porto das barcas


Como deveria se dar esta reconstrução? Seguiam o ideário modernista das cidades novas, propostas como futuro urbano da humanidade. Não foi este o caminho que a maioria das cidades escolheu? Os povos que passaram pelo trauma de verem destruídas as suas cidades quiseram tê-las de novo, e a humanidade aprendeu que nas paredes antigas, nas esquinas e nas ruas estreitas, estavam impressas boa parte do sentido de pertencer, dos sentimentos e da memória coletiva dos lugares.

Desde então, a história do urbanismo mudou e, depois de meados do século XX, a maioria das cidades do planeta, que estruturou planos consequentes de desenvolvimento estratégico, incluiu a preservação de seus núcleos e bairros históricos entre as metas prioritárias. A preservação do patrimônio edificado, dos núcleos históricos e a reconstrução de áreas antigas se incorporaram às metas de planejamento que visavam garantir a qualidade de vida presente e futura das cidades.

A cidade de Parnaíba identifica-se com o ciclo do gado e dos produtos do sertão, com a carnaúba e o babaçu, com a navegação de cabotagem e com o comércio marítimo internacional [após a abertura dos portos do Brasil em 1808]. Estrategicamente situada em uma das regiões mais belas do país, em pleno Delta do Parnaíba, entre Jericoaquara e os Lençóis Maranhenses, debruça-se sobre o rio, justificativa maior da sua existência. É compreensível que estejam na orla do rio os edifícios mais antigos da urbe. 



Os galpões, que simbolizam o apogeu portuário, relacionam aquele período inicial com os processos subsequentes, de industrialização e de incremento das exportações. A permanência de edifícios coloniais na cidade em meio ao ecletismo e o art déco representam períodos reforçados pela via férrea, mantendo a prosperidade evidenciada pelos muitos prédios posteriores aos anos 30 do século XX. O modernismo surgiu ligado à continuidade do desenvolvimento, mas a qualidade de suas obras, a partir dos anos sessenta, evidencia que o rodoviarismo, a decadência do porto e a queda na produção industrial da cera de carnaúba refletiram-se profundamente na vida e na paisagem daquela época. A morfologia da rede urbana reflete a mesma sequência histórica: o núcleo próximo ao rio é marcado por ruas estreitas, de desenho orgânico. Surgem, ao longo do tempo, vias largas, depois avenidas arborizadas e praças de desenho regular. A ponte, com a dimensão e o descompromisso com o entorno, tópicos daquele tempo, arremata esse processo.

Na relação com a natureza, outra leitura: a planície farta foi suficiente para acolher a cidade e seu desenvolvimento em uma das margens do rio, preservando a outra - com seu colar de carnaúbas, tão marcante na paisagem.

O tombamento reconhece os valores da lenta evolução urbana, protege as marcas de memória, que identificam a cidade e sua gente, impede excessos da atualidade globalizada.

Valorizar riquezas. Valer-se de um tesouro. Este é o sentido do tombamento de Parnaíba, que além do valor intrínseco do patrimônio, representa uma importante ferramenta de progresso para o Piauí.

Para o Iphan, além do significado cultural, o tombamento do Conjunto Histórico e Paisagístico de Parnaíba representa o arranque na implantação da rede de patrimônio cultural no Estado do Piauí. Além de Parnaíba, estão propostos os tombamentos das cidades de Oeiras e Piracuruca, ambas como parte do conjunto de Cidades do Piauí testemunhas da ocupação do interior do Brasil durante o século XVIII, e também cidades como Floriano, Pedro II e Amarante, com outras abordagens, mas que se somarão a bens já reconhecidos ou que ainda virão a sê-lo, formando um sistema de patrimônio cultural no Estado do Piauí.

Ressaltamos ainda aspectos principais do processo de tombamento de Parnaíba: a seleção de mais um componente para o seleto grupo das cidades históricas do Brasil; a base da constituição de uma rede de bens protegidos em cada Estado da federação – iniciando pelo Piauí – configurando uma nova estratégia de proteção e valorização do patrimônio cultural no Brasil; as oportunidades abertas a partir do tombamento de um centro histórico, unindo passado e futuro, proporcionando melhor qualidade de vida e novas alternativas de desenvolvimento sustentável para o Piauí e para a sua gente.



sábado, 23 de junho de 2012

pescadores em rede


márcia évelin encanta com as suas histórias...


ontem na comunidade coqueiro da praia, litoral norte do Piauí, Marta e Márcia Évelin apresentaram o projeto pescadores em rede, que tem como objetivo principal a mobilização e sensibilização da comunidade para o trabalho coletivo, colaborativo. 

Hoje, a equipe inicia as atividades que são desde oficinas de biodança à contação de histórias; o projeto contempla ainda oficinas de cooperativismo e elaboração de projetos. A intenção é aproximar as pessoas, aflorar competências e habilidades de gestão e mobilização coletiva.

Vivenciamos a biodança e a contação de histórias...muita gente esteve na Praça, crianças, jovens, adultos e idosos...um momento singular.

a biodança, coordenada por ismênia reis... mãos dadas, abraços fraternos

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Paisagens da Ilha

pescadores, logo cedo, navengam rio-mar
Canárias Delta do Parnaíba

Cinco horas da manhã, dia vinte e um de junho, coqueiro, um das praias do Delta do Parnaíba; partimos e o sol ainda se espreguiçava vagarosamente, pegamos a estrada pela orla marítima chegamos à praia de Atalaia, percorremos mais quinze quilômetros, chegamos em Parnaíba, o dia já estava bem claro, o sol estava mais intenso, atravessamos o centro histórico da cidade, chegamos ao Porto das Barcas, em seguida à Ilha Grande do Piauí e à Ilha Grande de Santa Isabel, popularmente Morro da Mariana, avistamos a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, as pessoas já ocupavam as ruas, as crianças rumavam para as escolas...chegamos ao Morro dos Tatus, já eram seis horas e trinta minutos. Avistamos seu Zé Preto, pescador e navegador experiente, morador das Canárias, simpático, feliz com a nossa presença...nos recebeu, nos ajudou com a bagagem...Mais quarenta minutos...



Equipe do Projeto Paisagens da Ilha, Canárias, Delta do Parnaíba



Chegamos na Ilha das Canárias, uma parada para o café na Casa de Caboclo, seguimos para a Escola Municipal Tia Dedé...um belo dia com as crianças, com os colegas professores, que diariamente se deslocam de Parnaíba para a Ilha.


crianças na escola tia dedé, assistem ao vídeo registro paisagens da ilha de cássia moura

márcia évelin apresenta aos garotos da comunidade instrumentos musicais e histórias


segunda-feira, 18 de junho de 2012



Em 2010, os membros do Grupo de Pesquisa Memória, Ensino e Patrimônio Cultural receberam na Universidade Federal do Piauí a pesquisadora Lourdes Rocca, do Instituto Mora, México.
 
Desde então, temos acompanhado o trabalho da pesquisadora e do Instituto. Hoje, recebemos a seguinte mensagem de Lourdes, sobre sítio que divulga patrimônio visual [...] les comunicamos que recién pusimos en línea este sitio, Huellas de Luz, que por lo pronto alberga seis fototecas digitales en proceso de construcción.
much@s. Agradeceremos mucho también toda la difusión que le puedan dar".

Nos será de gran utilidad todo tipo de sugerencias y comentarios que nos puedan externar. El camino ha sido largo, pero lo es más el que tenemos por delante para ir mejorando y alimentando este espacio colectivo que solo ha sido posible con el trabajo de

No sítio ...
Las fototecas contienen imágenes de diversos tipos que ahora son puestas en acceso para fomentar su conocimiento y estudio. Han sido agrupadas por temas, autores, archivos de procedencia, entre otros criterios, según los intereses de cada investigación. Todas ellas cuentan con una ficha catalográfica que permite conocer toda la documentación lograda en el proceso de investigación con ellas.

Para acessar o site clique aqui