quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Colóquio "Políticas Públicas para o Património Imaterial na Europa do Sul"

Colóquio "Políticas Públicas para o Património Imaterial na Europa do Sul"

Institut Français du Portugal

Entre os dias 27 a 28 de novembro/2012, será realizado em Lisboa, o Colóquio Internacional Políticas Públicas para o Património Imaterial na Europa do Sul – percursos, concretizações, perspetivas.

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

museu do côa em portugal

O Vale do Côa
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parque arqueológico foz do côa. foto áurea pinheiro


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Nas montanhas do nordeste de Portugal, região de extensos olivais, onde no início da primavera (Fevereiro e Março) florescem amendoeiras e no outono (Setembro e Outubro) as vinhas se cobrem de folhas cor de fogo, corre para o rio Douro, um afluente cujo nome se tornou universal: é o Côa, que encerra ao longo do vale um expressivo ciclo artístico. Milénio após milénio, as rochas de xisto que delimitam o seu leito foram-se convertendo em painéis de arte, com milhares de gravuras legadas pelo impulso criador dos nossos antepassados.

Remontando ao Paleolítico Superior, estes "painéis" ao ar livre e os “habitat” identificados, são testemunhos do povoamento, de uma vitalidade e de uma mestria de concepção e traços que trouxeram até nós 25.000 anos de tempo. Esta longa galeria de arte dá-nos registos do período Neolítico e da Idade do Ferro, transpondo depois de um só fôlego dois mil anos de História para firmar na Época Moderna representações religiosas, nomes e datas até há poucas dezenas de anos.

parque arqueológico foz do côa. foto áurea pinheiro

Os motivos, na sua quase totalidade gravados, apresentam temáticas, técnicas e convencionalismos comuns às obras contemporâneas da Europa Ocidental que o séc. XIX haveria de descobrir em ambientes fechados nas grutas franco-cantábricas e a viragem do século viria a apelidar de grande arte. É no séc. XX que a arte do Côa surge ao ar livre, onde um jogo diário e sazonal de claridade e sombras a expõe e esconde numa fantástica sequência de revelação e ocultamento.

Os últimos dezassete quilómetros do rio Côa, com centenas de gravuras do Paleolítico nas suas margens e que se estendem até ao Douro, viriam a pertencer ao primeiro parque arqueológico português, incluídas desde 2 de Dezembro de 1998 na lista dos monumentos que a UNESCO considera Património da Humanidade. 
Todo este magnífico conjunto ao ar livre, que põe de parte o velho mito da arte rupestre encerrada em cavernas, pode ser apreciado na exposição do Museu, através de originais de arte móvel, réplicas de “painéis” e informação interactiva que utiliza as modernas tecnologias digitais e também em visitas organizadas ao vale com guias especializados (mediante reserva).

Na região podem ainda ser visitadas quintas produtoras dos vinhos do Douro e Porto que os comercializam e, em pleno Parque Arqueológico, a Quinta da Ervamoira recebe visitantes e integra o Museu da Quinta, que retrata a região, aspectos ambientais e ocupação humana, com particular destaque para a produção do vinho e da vinha, uma das riquezas desta região de Portugal.

domingo, 14 de outubro de 2012

cultura negra patrimônio do Brasil


Para assistir ao vídeo sobre Zumbi clique aqui

Para assistir Zumbi dos Palmares, 
da série "Construtores do Brasil", da TV Câmara clique aqui
Zumbi nasceu em Palmares, em 1655. Era neto da princesa Aqualtune, filha de um importante rei do Congo. Ainda bebê, Zumbi foi aprisionado pela expedição de Brás da Rocha Cardoso e entregue ao padre Antônio Melo, em Porto Calvo. Recebeu o nome de Francisco e uma educação formal. Aos 10 anos, já sabia latim e português e, aos 12, tornou-se coroinha. A inteligência do menino recebia elogios do padre, segundo relatam registros existentes.

Com 15 anos, Francisco fugiu de volta a Palmares, adotando o nome de Zumbi e passando a fazer parte da Família Real, pois foi adotado pelo então rei Ganga Zumba. A nação palmarina começou a se formar por volta de 1597, com Aqualtune. Rapidamente a comunidade cresceu, porque era constantemente alimentada pela chegada de negros fugidos, de índios e de brancos pobres. Palmares chegou a ter 30 mil habitantes e, com sua organização e conseqüente fortalecimento, passou a ser visto como uma ameaça perigosa ao poder colonial. Além de praticarem uma agricultura considerada avançada para os padrões da época, desenvolveram uma atividade metalúrgica organizada para sua defesa e subsistência e chegaram a estabelecer comércio com localidades próximas.

Entre 1596 e 1716, os palmarinos resistiram a 66 expedições coloniais, tanto de portugueses como de holandeses. Foi a maior e mais longa expressão contestatória da escravidão em todo o mundo. De todos os líderes da resistência negra, dois se tornaram conhecidos: Ganga Zumba e Zumbi. Zumbi, porém, foi o líder mais famoso da confederação de quilombos de Palmares, que se estendia pelos territórios atuais de Alagoas e Pernambuco.

Ganga Zumba, cansado de muitas guerras, assinou um acordo de paz com os portugueses, em 1678. Isso desagradou uma parte significativa dos quilombolas, que viam a transferência para Cucaú como uma forma de controlar a comunidade, além de não resolver o problema da escravidão. Foi nesse momento que Zumbi rompeu com Ganga Zumba, sendo aclamado Grande Chefe por aqueles que ficaram em Palmares.

Durante um ataque em 1694, Zumbi caiu ferido em um desfiladeiro, o que gerou o mito de que o herói se suicidara para evitar a escravização. No entanto, em 1695, Zumbi voltou a comandar ataques, mostrando que estava vivo.

Depois de 17 anos de combates, Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, e assassinado durante expedição de Domingos Jorge Velho, em 20 de novembro de 1695. A cabeça de Zumbi foi decepada e levada para Recife, onde foi pendurada em local público até sua total decomposição. Palmares resistiu ainda por mais de 30 anos antes de sucumbir definitivamente. Em homenagem a Zumbi, a data de sua morte foi escolhida como Dia Nacional da Consciência Negra.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Patrimônio Cultural no Piauí





Por Áurea Pinheiro


No Piauí, além do Parque Nacional da Serra da Capivara, estão tombados: a Fábrica de Manteiga e Queijo de Campinas do Piauí, inaugurada em 1867, e o Estabelecimento Rural de São Pedro de Alcântara, fundado nos anos de 1874, monumentos que narram um valioso fragmento da história da formação do Piauí e do Estado brasileiro; a Igreja Nossa Senhora de Lourdes, em Teresina, edificada nos anos de 1960; o Conjunto Histórico e Paisagístico de Oieras, região que se insere na antiga Vila da Môcha, que teve importância fundamental para a colonização do Piauí e para o ciclo da Pecuária Colonial do Nordeste, que perpassaram os séculos XVII, XVIII e XIX; Ponte Grande do Mocha, construída em 1845;  o Conjunto Histórico e Paisagístico de Piracuruca, um dos lugares que faz parte das cidades do Piauí testemunhas da ocupação do interior do Brasil durante o século XVIII; o Pátio Ferroviário de Teresina, juntamente com a Ponte Metálica João Luis Ferreria, que integram o conjunto de obras ferroviárias executadas pela Companhia Geral de Melhoramentos do Maranhão; a Floresta Fóssil do Rio Poti, localizada em Teresina, um sítio natural do período paleolítico de reconhecido interesse científico devido à raridade desse tipo de ocorrência na natureza; o Conjunto Histórico e Paisagístico de Parnaíba, parte das cidades do Piauí testemunhas da ocupação do interior do Brasil durante do século XVIII, hoje a segunda maior cidade do Estado e principal núcleo urbano do norte do Piauí; a Ponte Grande do Mocha, em Oeiras, a mais antiga obra de arte de engenharia do Piauí, construída no ano de 1845; o Sobrado João Nepomuceno, exemplar singular da arqueitetura civil do início do século XIX e a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Vitórias, fundada em 1733, primeiro templo edificado nas terras do Piauí, bens localizados em Oeiras, primeira capital; a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, em Piracuruca, iniciada em 1743; a Igreja de São Benedito, terceiro templo católico construído em Teresina; o Cemintério do Batalhão, na cidade de Campo Maior, um dos mais importantes marcos da história do Piauí e da Independência do Brasil.

Porto das Barcas, Centro Histórico da Cidade de Parnaíba, litoral Norte do Piauí



Em 2004, foi instalada a 19ª Superintendência Regional do IPHAN no Piauí [Portaria nº 209 de 28 de Maio de 2004], em 2009, passou a Superintendência Estadual do IPHAN no Piauí; e conta com um Escritório Técnico no sudeste do estado, em São Raimundo Nonato, onde está localizado o Parque Serra da Capivara, inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, e reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, com cerca de 700 sítios arqueológicos pré-históricos são protegidos; e outro escritório técnico em Parnaíba, litoral norte do Piauí, na cidade de Parnaíba, onde existem aproximadamente oitocentas edificações tombadas.  

O Parque Nacional Serra da Capivara foi tombado pela União em 1991 e reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural a Humanidade. O critério usado para o reconhecimento foi a sua excepcionalidade e antiguidade conferida pela densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria enriquecida pela presença de arte rupestre. 

Os abrigos talhados na rocha, decorados por pinturas, são excepcionais testemunhos das comunidades humanas mais antigas que povoaram a América do Sul e preservam os exemplos mais antigos da arte rupestre no continente. Além disso, a decifração da iconografia dessas pinturas, que está sendo desenvolvida gradualmente, revela os principais aspectos das crenças e praticas religiosas dessas populações. As pinturas predominantes representam animais, humanos, vegetais, objetos e cenas do cotidiano.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Conferência Internacional “Interfaces da Lusofonia”


 arte santeira, piauí, foto cássia moura



de 4 - 6 Julho 2013 
Universidade do Minho – Braga, Portugal

Chamada para comunicações

Os debates sobre a Lusofonia têm vindo a focalizar-se em alguns conteúdos difusos e dispersos, ora privilegiando a língua, ora a interação no domínio cultural, ora ainda dando relevo a uma matriz pós-colonial que permite olhar criticamente o conceito. Estes debates produzem importantes centralidades analíticas, tendendo porém a autoexcluirem-se mutuamente. Contribuem, para este “estado da arte”, o peso das fronteiras científicas e das diferentes tradições disciplinares, fatores que têm o efeito indesejável de parcializar e fragmentar um objeto que ganharia em ser visto de forma integrada.

O conceito de Lusofonia tem uma genealogia e uma história; remete para um conjunto de representações, umas que privilegiam idealizações, outras que o estigmatizam; tem servido aproveitamentos políticos e ambições económicas, do mesmo modo que alimenta proveitosas aproximações entre artistas, empresários e académicos. Espartilhada entre uma nostalgia lusocêntrica, que teima em sonhar impérios, e uma crítica pós-colonial, que procura plataformas de entendimento no presente e para o futuro, a Lusofonia parece prestar-se, por um lado, a equívocos e a simplificações, bem como, por outro lado, a formulações promotoras do diálogo intercultural.

A Conferência Internacional “Interfaces da Lusofonia” tem como proposta fundamental pensar a Lusofonia na interseção de olhares, de interpretações e de saberes. Mais do que no reforço de uma tradição disciplinar, assentará na ideia da porosidade das fronteiras científicas e na convicção de que o cruzamento de olhares favorece um entendimento mais proveitoso do que é, e do que pode ser, a Lusofonia.

Neste sentido, convidam-se à participação investigadores que, a partir dos campos das ciências sociais e humanas, das artes e das letras, se tenham dedicado à investigação e à reflexão sobre a Lusofonia. Surgindo no encerramento de um projeto de investigação “Narrativas identitárias e memória social: a (re)construção da Lusofonia em contextos interculturais”, esta conferência visa alargar e complexificar o debate não só em torno dos resultados do mesmo, mas sobretudo em torno da investigação e da reflexão produzidas por toda a comunidade científica e artística sobre o tema da Lusofonia. Pretende ser, também, um amplo espaço de participação e de confronto de ideias, ambicionando não um lugar de chegada mas a virtude da construção de um caminho.

Esperamos que esta conferência possa enriquecer um debate informado e interdisciplinar, favorecendo o desenvolvimento de olhares críticos e estimulando novos percursos de investigação. Para o efeito, contará com a participação de reputados especialistas, investigadores e artistas de várias disciplinas e de diversas regiões do globo, envolvidos em projetos relacionados com este tema.

Desta conferência resultará a publicação de um e-book com comunicações selecionadas.
Para além do programa científico, esta conferência contará com um diversificado programa cultural e social.

Para participar, envie um resumo de até 300 palavras para uma comunicação oral ou um poster e uma breve biografia de cerca de 150 palavras para a organização da conferência: nims@ics.uminho.pt
 
As propostas de comunicação oral ou poster deverão ser submetidas em português, contendo: nome, afiliação académica, contactos e sessão temática na qual se enquadra a comunicação.

Sessões temáticas: 

- Arte e cultura nos países lusófonos;
- Culturas locais / Culturas globais;
- Diversidade linguística e políticas da língua;
- Identidades no espaço lusófono;
- Indústrias culturais e promoção da lusofonia;
- Lusofonia e globalização;
- Lusofonia na era digital;
- Lusofonia nas relações internacionais;
- Os media no espaço lusófono;
- Pensadores e pensamento sobre questões de Lusofonia; - Percursos de desenvolvimento nos países da CPLP;
- Trânsitos e migrações no espaço lusófono.


O prazo para o envio de propostas termina a 28 de Fevereiro de 2013; a notificação sobre a aceitação das comunicações e posters será realizada até o dia 31 de Março de 2013.
Brevemente serão disponibilizadas mais informações sobre a conferência no website: http://www.lasics.uminho.pt/idnar
Para questões relacionadas ao envio de propostas, por favor, contacte Lilia Abadia: b5847@ics.uminho.pt

Organização: 

Equipa do projeto de investigação “Narrativas identitárias e memória social: a (re)construção da lusofonia em contextos interculturais”
Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho 




Apoios e parcerias: 

Núcleo de Estudos Lusófonos - Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo
Pessoa – Revista de Literatura Lusófona
Casa de Portugal de São Paulo

Conexão Lusófona Associação BUALA Rádio Moçambique

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural

 procissão de bom jesus dos passos, oeiras, piauí, foto cássia moura


Encontram-se abertas as inscrições para o processo seletivo de ingresso no Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural do Instituto de Ciências Humanas (ICH/UFPel) 

Aos interessados informa-se que as inscrições ao processo seletivo 2013 serão realizadas no endereço atual, Marechal Floriano 177, com acesso por esse mesmo endereço. Caso ocorra a transferência da secretaria para a parte lateral do prédio, na Rua Barão de Santa Tecla, haverá um aviso afixado na porta e o endereço é no mesmo prédio apenas com acesso pela Rua Barão de Santa Tecla.

Edital na íntegra clique aqui