Fonte da informação
http://www.controversia.com.br
Lançada no dia 9/12/2010 a edição em português da Coleção História
Geral da África da UNESCO.
A obra de oito volumes e quase dez mil
páginas foi elaborada ao longo de 30 anos por 350 pesquisadores, a maior
parte deles de origem africana, e já havia sido editada em sua
totalidade em inglês, francês e árabe
Vários autores (organização UNESCO)
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De acordo com o Representante da UNESCO no Brasil, Vincent
Defourny, ao se disseminar no país o conhecimento sobre a África , é
possível promover uma importante mudança das relações étnico-raciais.
“Existe uma preconcepção de que a história da África começa a partir da colonização e do tráfico negreiro. Mas as
contribuições do continente para a humanidade são muito maiores e muito
mais antigas do que o imaginado pelo senso comum. E isso precisa ser
conhecido”, afirma.
O objetivo da tradução da obra é fazer com que professores e estudantes lancem um novo olhar sobre o continente africano e entendam sua contribuição para a formação da sociedade brasileira.
Para Fernando Haddad, ministro da Educação, a coleção vem preencher uma
lacuna na educação brasileira. “De fato, a história africana ainda não
está inserida no currículo escolar, como estão as histórias da Europa e
da América, não há dúvida que há um vácuo. Temos que ter consciência de
como nosso povo se formou. A importância da África é crucial para nosso
presente e para o futuro da nação brasileira”, afirma.
O conteúdo será base para a construção de materiais
pedagógicos para uso de professores e estudantes. A iniciativa é um
importante passo dentro de uma política pública de valorização da
diversidade e de implementação da lei que estabelece a Educação das
Relações Étnico-Raciais e o História e Cultura Afro-Brasileira e
Africana
O material também será disponibilizado por
representantes dos países africanos de língua portuguesa. “Vivemos um
momento histórico no Brasil, que, nos últimos anos, vem se aproximando
cada vez mais dos países da África, e o lançamento da coleção em
português é mais uma prova disso. Não seríamos o que somos sem o
continente », avalia o ministro da Cultura, Juca Ferreira.
O Ministério da Educação irá distribuir a coleção
para bibliotecas públicas municipais, estaduais e distritais;
bibliotecas das Instituições de Ensino Superior, dos Polos da
Universidade Aberta do Brasil, dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros,
dos Conselhos Estaduais ou Distrital de Educação.
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