No Arquivo Público do Estado do Piauí (centro histórico da capital Teresina)
até o dia 30 de novembro de 2012
Curadoria
Síria Emerenciana Nepomuceno Borges
Investigadora do Instituto Terra e Memória - Portugal
O maior extermínio da História do Piauí. Sem
nome, sem cultura, sem lugar, apenas índios. Mais de 200 anos de guerra,
meticulosamente arquitetado em nome da expansão econômica. Índios, bois e
cavalos. 200 Anos de Guerra: Extermínio das Nações Indígenas no Piauí (Sécs.
XVIII e XIX) é um relato histórico, através dos documentos oficiais, que estão
sob a guarda do Arquivo Público do Estado do Piauí, sobre o desaparecimento das
Nações Indígenas que outrora habitam a região. São fundamentalmente fontes escritas que
narram fatos de uma guerra nas suas minúcias e que, sobretudo explicam as
estratégias do extermínio: nações indígenas desaparecidas, códigos ideológicos,
arsenal bélico, resistência e miscigenação.
Roteiro da Exposição
1. Nações Indígenas. As sete Nações Indígenas que
habitavam a região do Piauí: Acroá, Tremembé, Guegué, Timbira, Jaicó, Tabajara
e Pimenteira.
2. “Índios, Bárbaros, Selvagens e Vadios.” A
qualificação, com adjetivos pejorativos, revela o confronto entre duas
civilizações, uma dita como superior e a outra como inferior, em contexto da
aproximação histórica entre América e Europa.
3. “Infestam” e “Extermínio.” Expressões corriqueiras
na maioria dos documentos que abordam a temática indígena no Piauí,
evidenciando o objetivo principal das guerras: acabar com as Nações Indígenas
para viabilizar a instalação das fazendas criatórias de bois e cavalos.
4. Armas de Branco e Armas de Índio. O arsenal bélico
das tropas oficiais do Governo - clavinotes, bacamartes, facas, punhais,
pederneiras, espadas - foi decisivo para exterminar as Nações Indígenas, que na
sua maioria utilizavam arcos e flechas.
5. Estratégias de Resistência Indígena. Com armas
pouco eficazes para combater o arsenal bélico das forças oficias, as Nações
Indígenas utilizavam outras estratégias de guerra: sequestros, assassinatos,
incêndios nas fazendas de gados e roubos.
6. Além do Extermínio, a Barbárie. O extermínio das
Nações Indígenas foi acompanhado com atos de absoluta violência, tais como
decepamentos de orelhas e cabeças, separação das famílias e imposição de regras
culturais diferentes das suas.
7. Pardos, Mamelucos e
Caboclos. Em meados do Século XIX, findam as guerras de extermínio e no
conjunto da sociedade piauiense, a população indígena é diluída entre os
pardos, mamelucos e caboclos, igualmente
classificados como
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