domingo, 19 de fevereiro de 2012

ainda sobre álbuns de família...

Aveiro, Portugal, 2011. Viagem Áurea e Cássia

Colecionamos "inúmeros pedaços congelados do passado" que estão materializados em forma de imagens fotográficas, atualmente, dispersas em diversos suportes, impressos ou digitais, arquivados em álbuns de papel portáteis, eletrônicos ou em formados virtuais disponibilizados em páginas pessoais na web: blog, orkut e facebook, para citar os mais populares. Esses espaços são lugares de memória,  que servem para recordar, uma vez acessados, fragmentos de trajetórias de vida. 

Ao desarquivar essas imagens, imediatamente acessamos memórias, recordações, lembranças, apreciamos essas fotografias, nos deliciamos com elas, recordamos momentos felizes ou infelizes, imagens que deletamos imediatamente, de forma quase que instintiva;  realizamos uma aterizágem no passado distante ou mais próximo, momentaneamente, acessamos outros espaços, tempos, pessoas. 

Algumas vezes não nos reconhecemos naquela imagem, naquele lugar, com aquelas pessoas, outras vezes nos identificamos tanto com o acontecimento e personagens que ali estão, que nos sentimos tão próximos de nós mesmos, daqueles com os quais vivemos aquela experiência, a ponto de desejar ardentemente voltar àquele passado, gostaríamos de poder revivê-lo, de eternizá-lo.  


Aveiro, Portugal, 2011. Viagem Áurea e Cássia

Assim, "Acrescentando, omitindo ou alterando fatos e circunstâncias que advêm de cada foto, o retratado ou o retratista têm sempre, na imagem única ou no conjunto das imagens colecionadas, o start da lembrança, da recordação, ponto de partida, enfim, da narrativa dos fatos e emoções. (KOSSOY, 1999, p. 138)

Para saber mais...

KOSSOY, Boris. Realidades e ficções na trama fotográficaSão Paulo: Ateliê Editorial, 1999.
 

2 comentários:

  1. A pesquisa que desenvolvo atualmente me faz visitar um passado de minha família que nunca fiz parte, e que só através dessa pesquisa soube de coisas que nunca imaginei que existiram. Os álbuns de família se mostram memórias vivas, cristalizadas através do papel, e não deixam de ser documentos nos quais, nós historiadores, devamos nos utilizar.

    ResponderExcluir