Não tenho a menor dúvida que os melhores acervos de imagens do cotidiano estão nos álbuns de família. Hoje, foi um dia de chuva em Teresina, desde ontem estava bonito para chover, como dizemos nestas plagas. Assim, a ocasião era propícia para acompanhar Cássia Moura, amiga querida, em um desses encontros de família. Na verdade, nesses últimos dias, temos ido com certa frequência à casa de Tia Elízia, participado de belos encontros e conversas com uma família adorável; sempre há um sorriso estampado no rosto de Zaíra, Tânia, Rosa Cláudia, Tias Adelaide e Elízia, Tia Alba, sempre atenta, lúcida, com seus quase noventa anos.
Há sempre uma mesa farta, repleta de gente, conversas, histórias, experiências; mesa onde compartilhamos e nos deliciamos com bolos de goma, de milho, chocolates, café com leite, cuscuz, canjas, etc. [Ainda espero o saboroso bolo de macaxeira].
As conversas são acompanhadas por fotografias, conservadas em álbuns, algumas deles remontam à década de 30 do século XX. História, fotografias e memórias, perfeito! O ambiente nos convida a conhecer um tempo do qual não participamos, mas que está guardado nas lembranças dessas senhoras, que nos recebem sempre de braços abertos.
Os álbuns de família contêm fragmentos de memórias, nos levam a um passado arquivado graças à tradição e ao esforço secular de conservação de memórias; fotografias cuidadosamente, carinhosamente, acondicionadas em caixas singelas ou em belos álbuns grafados, que se tornam referências da história familiar dos Mouras.
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| Aniversário de 15 anos de Zaíra Moura, Fortaleza, Ceará |


Belo textos
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