O que é escrito, ordenado, factual
nunca é suficiente para abarcar toda a verdade:
a vida sempre transborda de qualquer cálice
[Boris Pasternak apud Sônia Freitas. História Oral: limies e possibilidades]
nunca é suficiente para abarcar toda a verdade:
a vida sempre transborda de qualquer cálice
[Boris Pasternak apud Sônia Freitas. História Oral: limies e possibilidades]
| Dona Mary, a matriarca da Família Moura |
Nos álbuns de família, a presença de crianças é uma imagem recorrente.
| Tânia e José Reinaldo, filhos de Elísia Moura, filha de Dona Mary. Praça do Liceu, ao fundo, o Liceu Piauiense, colégio tradicional da cidade de Teresina. |
As fotografias formam arquivos pessais, íntimos, cuidadosamente colecionados pelas mães e tias das crianças, hoje homens e mulheres feitos.
Nesses arquivos, encontramos aspectos significativos do cotidiano no espaço privado do lar e no espaço público experenciado por parentes e amigos.
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| Cassandra, uma das netas de Dona Mary, filha de Rosário. |
| Rosário, uma das filhas de Dona Mary, mãe de Cassadra |
De origem portuguesa, a Família Moura, gradativamente, se integrou à sociedade brasileira em sítios como Ceará e Piauí, nomeadamente a partir do século XIX. Ao longo dos anos, seus membros foram ocupando o território brasileiro, em Estados como Piauí, Ceará, Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas.
Como uma família, os Mouras formam um grupo social original, primário, acolhedor de outras pessoas, que passam a formar um grupo gigante, com amigos, cunhados, primos, etc. O núcleo doméstico se amplia cotidianamente, o que é uma marca de uma famíla que se propõe acolhedora.
Essa em verdade foi a marca da família que Dona Mary, matriarca desse tronco famíliar deixou como legado. A família constituída por essa senhora, viúva muito jovem e com nove filhos para criar, se confunde mesmo com um clã, que divide e compartilha sua casa, seu lar. Despoja-se de sua individualidade e constrói laços fortes de amizade, de sociabilidade, que ultrapassam a consaguineidade, que ultrapassam gerações. Podemos perceber a presença da matriarca no comportamento de seus filhos, netos e bisnetos.
| Parentes de Dona Mary, dentre eles as filhas Adelaide e Socorro. Praça Pedro II, antiga Praça Aquidabã, Teresina, Piauí. Ao fundo Cine Rex e Teatro 4 de Setembro. |
Uma família que não perdeu seus vínculos, mesmo separada geograficamente. Assim, as fotografias que encontramos nos álbuns dos Mouras são usadas como poética, símbolos, laços de afetividade, de socialibidade. Os irmãos, netos e bisnetos de Dona Mary estão unidos pelo compartilhar de imagens, materializadas nas fotografias que retratam o cotidiano. Essas imagens são uma forma de se manterem próximos, unidos.
Folheando essas coleções, nos deparamos com acontecimentos e situações múltiplas, que revelam o cotidiano doméstico: encontros de parentes e amigos na sala de estar, no sofá, ouvindo música;
comerações de noivados, casamentos, nascimentos, aniversários;
encontramos ainda as pessoas em espaços públicos como clubes, praças, praiais, bailes de carnaval...
Adelaide, uma das filhas de Dona Mary, sala de estar, vitrola onde se ouvia música com suporte em vinil. Decada de 1970, Teresina, Piauí. |
comerações de noivados, casamentos, nascimentos, aniversários;
Aniversário de Cassandra, Filha de Rosário e Paulo.
encontramos ainda as pessoas em espaços públicos como clubes, praças, praiais, bailes de carnaval...
| Em uma praça da cidade de Teresina, Adelaide e Jussieu, genro de Dona Mary |


MORO EM CASCAVEL CE SOU DA FAMILIA MOURA, E GOSTARIA SABER MAS SOBRE A FAMILIA, A TÉ MESMO CONHECER PARENTES, SOU NETA DE PLAUTILA MOURA, DENTRE ALGUNS NOMES POSSO CITAR: JOAQUIM MOURA, MARTA MOURA, DULCE MOURA, ZÉ MOURA, AGUARDO CONTATO catarinacenilton2hotmail.com
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